| Veja, dia a dia, os principais acontecimentos da Revolução Russa – que na verdade foram três: 1905, Fevereiro de 1917 e o confronto decisivo, em Outubro de 1917. | |||||||||||||||||||||||||||
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domingo, 11 de novembro de 2007
REVOLUÇÃO RUSSA - 1917-2007 - 90 ANOS
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Os 40 anos sem San Ernesto de La Higuera
Vila onde o revolucionário argentino foi assassinado é palco de atos em sua memória; para parte da população local, ele é santo. Por Igor Ojeda,A América acorda
Por volta da meia-noite, o ato teve início. Entre os presentes no palco, Leonardo Tamayo, o Urbano, um dos cinco sobreviventes da guerrilha da Bolívia; o filho de Roberto Peredo, o "Coco", morto em combate na mesma guerrilha; e Rogelio e Enrique Acevedo, que lutaram com Che na Sierra Maestra em Cuba.
O presidente da Fundação Che Guevara, Oswaldo Peredo, lembrou que os aniversários de morte do guerrilheiro argentino eram recordados com um sentimento de nostalgia e desolação, e as atividades eram realizadas clandestinamente. "No entanto", disse, "há dez anos, o povo decidiu que não haveria mais homenagens clandestinas. Os atos são todos públicos, com a testa erguida e o peito aberto. Agora, eles [os militares] é que estão reclusos e são obrigados a fazerem seus atos em um quartel".
Já para Urbano, o fato de muitas pessoas terem ido render homenagem ao "homem que lutou e morreu pela causa mais justa" é um sinal de que "os povos de nossa América estão acordando. Acordou a Venezuela, sob a direção de Hugo Chávez. Da mesma maneira, o fez o heróico povo da Bolívia, sob o comando de Evo Morales".
À uma e 45 da manhã, Urbano e o filho de Coco, também chamado Roberto, acenderam uma grande fogueira, simbolizando uma vigília em honra de Che Guevara.
Guevaristas
No dia 8, em Vallegrande, distante cerca de 60 km de La Higuera, o grande destaque foi a presença do presidente da Bolívia, Evo Morales. Vallegrande é a cidade para qual Che foi levado depois de morto para ser apresentado à imprensa internacional exposto na lavanderia do hospital Nuestro Señor de Malta e também local onde acabou sendo enterrado clandestinamente.
Durante o ato central do II Encontro Mundial Che Guevara, o governo boliviano lançou dois selos comemorativos aos 40 anos da morte do guerrilheiro argentino.
Em seu discurso, feito na antiga pista do aeroporto na qual em 1997 foram encontrados os restos mortais de Che e de mais seis guerrilheiros, Morales falou do legado de Che: "Ele continuará até que se alterem os sistemas econômicos. Estou falando em acabar com o capitalismo". Disse também que a melhor homenagem que se pode prestar ao guerrilheiro é "agir com honestidade, com transparência, e manter uma posição anti-neoliberal e antiimperialista".
Evo afirmou ainda que, hoje, a luta de um bom revolucionário vai além de libertar seu povo. Deve-se recuperar os recursos naturais que lhe pertencem. Em seguida, citou as receitas do Estado que aumentaram com a nacionalização dos hidrocarbonetos.
Por fim, criticou seus oposicionistas. "Haverá muitos repúdios sobre minha presença aqui. Mas não temos o que esconder. Somos guevaristas. Somos humanistas. Somos revolucionários".
Durante o ato, o ceticismo dos que não acreditam no poder místico de San Ernesto de La Higuera foi posto à prova. Enquanto se cantava uma música em homenagem a Che Guevara, os presentes na manifestação começaram a apontar para o céu, maravilhados. Um grande arco-íris dava uma volta completa em torno do sol a pino, formando uma espécie de auréola.
domingo, 7 de outubro de 2007
CHE. Sua ideologia mais viva do que nunca. Ato em defesa de CHE e contra a revista reacionária Veja.
1 DE OUTUBRO DE 2007 - 18h40
Em defesa de Che, UJS queima revista ''Veja'' em frente à Abril

Matéria usa Che para atacar Cuba e o socialismo
A matéria “Che, Há quarenta anos morria o homem e nascia a farsa”, assinada pelos jornalistas Diogo Schelp e Duda Teixeira, aproveita a lembrança dos 40 anos do assassinato de Ernesto Guevara Lynch de la Serna – no dia 8 de outubro de 1967 na Bolívia – para divulgar um verdadeiro panfleto contra Cuba, Fidel Castro e o socialismo.
“Vamos protestar contra a revista Veja que mais uma vez publica uma matéria caluniosa e pejorativa contra um dos lutadores de que a juventude mais se orgulha no mundo. Vamos fazer um contra-ponto a essa ação reacionária que deturpa a história de Che nos 40 anos de sua morte”, explicou ao Vermelho o estudante e professor de história Rodrigo Moreira Campos, 24, também presidente da UJS da cidade de São Paulo.
O protesto ainda exigirá a abertura da CPI Abril-Telefônica/TVA no Congresso Nacional, além de pautar a democratização dos meios de comunicação.
“A Abril não tem moral nenhuma para falar de figuras como Che, já que agora a editora está envolvida em denúncias que atentam contra a nossa Constituição Federal. Por isso, também vamos protestar pela abertura imediata da CPI Abril-Telefônica/TVA no Congresso e para que no dia 5 de outubro, data que vence o prazo de várias concessões de TV e rádio no país, se faça um debate aberto sobre a mídia, seu papel e a necessidade de maior participação social na definição de concessões”, afirmou Rodrigo.
O líder socialista também disse estar empenhado nesta segunda em convidar as organizações que defendem a democratização dos meios de comunicação para o ato.
“Nossa manifestação é aberta a todos e todas que repudiam esta matéria antidemocrática da Veja e desejam que no país ocorra mais pluralidade de opiniões em todos os grandes veículos de comunicação”, agrega Rodrigo.
Manipulação
Para o jornalista e escritor Celso Lungaretti a matéria da revista passou longe de ser jornalística.
“Não houve, em momento algum, a intenção de se fazer justiça ao homem e dimensionar o mito. A avaliação negativa precedeu e orientou a garimpagem dos elementos comprobatórios. Tratou-se apenas de coletar, em todo o planeta, quaisquer informações, boatos, deturpações, afirmações invejosas, difamações, calúnias e frases soltas que pudessem ser utilizadas na montagem de uma furibunda catalinária contra o personagem histórico Ernesto Guevara, com o propósito assumido de se demonstrar que o mito Che Guevara seria uma farsa”, disse Lungaretti em seu blog nesta segunda.
O escritor também comparou a posição histórica da revista à adotada pelo fascismo e pela ditadura.
“Típica também – e não por acaso – da retórica das viúvas da ditadura são as afirmações da Veja. [Para a revista] a onda revolucionária que se avolumou na América Latina durante as décadas de 1960 e 1970 teria como causa ‘as concepções de revolução pela revolução’ de Guevara e não a miséria, a degradação e o despotismo a que eram submetidos seus povos. E a responsabilidade pelos banhos de sangue com que as várias ditaduras sufocaram anseios de liberdade e justiça social caberia às vítimas, não aos carrascos”, escreveu o professor.
“É o que a propaganda enganosa dos sites fascistas martela dia e noite, tentando desmentir o veredicto definitivo da História sobre os Médicis e Pinochets que protagonizaram ‘alguns dos mais desastrosos eventos da história contemporânea das Américas’”, concluíu.
Para Celso Lungaretti a matéria-de-capa não passa de “mais um exercício do jus esperneandi a que se entregam os que têm esqueletos no armário e os que anseiam por uma recaída totalitária, com os eventos desastrosos e os banhos de sangue correspondentes”.
Mito e realidade
Entre outros problemas apontados pela UJS na matéria está o fato de o texto tentar aliar a figura de Che Guevara com a de um jovem sanguinário.
“A matéria tenta emplacar a idéia de que Che era sedento por sangue, que só pensava em matar e menosprezava o ideal socialista em nome da morte. Mas quem conhece a história sabe que Guevara era antes de tudo um humanista, disposto a dar a própria vida em nome de seus ideais e por um mundo mais justo para todos. Ele sempre lutou pela vida e pelo socialismo”, contesta Rodrigo.
Já para Gustavo Petta, ex-presidente da UNE, o alvo da publicação é desacreditar Che.
“Esse é o alvo da publicação. Desacreditar Che é mais um trabalho ideológico de por fim a luta pelo socialismo. Mas, enganam-se Roberto Civita e sua laia. Não é qualquer matéria dessa natureza que descolará Ernesto Che Guevara dos mais altos ideais de justiça e igualdade, e mesmo se Che esmorecer, a luta pelo socialismo, do qual ele é um símbolo, persistirá. Enquanto houver a brutal desigualdade entre os homens, haverá os que lutam para mudar tal situação”, concluiu Petta nesta segunda em seu blog.
Ato em defesa de Che e contra a revista Veja
Serão queimadas dezenas de revistas em protesto
Data : terça-feira (2/10)
Local: Concentração às 11h na sede nacional da UJS (Rua 13 de maio, 1016 – Bela Vista)
Ato às 13h em frente a Editora Abril (Av. das Nações Unidas, 7221 – Pinheiros / próximo a estação Pinheiros de trem e do Shopping Eldorado).
domingo, 23 de setembro de 2007
Um dia de Glória em Lages: O Grito dos Excluídos

PCdoB de Lages também estava presente no grito dos excluídos realizado dia 07 de setembro. Junto com outras entidades e movimentos sociais como o MST, CPT, Cáritas, Movimento Punk, Casa do Trabalhador, promovemos o grito de basta. Mudanças JÁ.
Nossa política econômica precisa mudar.
- Sim a reestatização da Vale do Rio Doce. Chega de evasão de divisas.
- Diga não a privatização da água.
- Preço justo para a luz, o consumidor tem que pagar o preço certo. Atualmente pagamos 8 vezes mais o valor da luz em nossas casas.
- Sim a reforma agrária.
E muitas outras reivindicações. Lages sentiu que não estamos parados olhando a banda passar. Sabemos e conhecemos nossos direitos e estamos exigindo que eles sejam cumpridos. Todos os setores da sociedade precisam se unir diante de tanta desinformação a qual somos logrados todos os dias. E esse é o nosso papel, trazer a tona o direito de exigir e cobrar das "autoridades" aquilo que pertence e é do povo.
domingo, 19 de agosto de 2007
Este episódio esteve a margem da História do Brasil.
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domingo, 12 de agosto de 2007
O Socialismo assume o Estado:

- O trabalho noturno foi abolido;
- Oficinas que estavam fechadas foram reabertas para que cooperativas fossem instaladas;
- Residências vazias foram desapropriadas e ocupadas;
- Em cada residência oficial foi instalado um comitê para organizar a ocupação de moradias;
- Todas os descontos em salário foram abolidos;
- A jornada de trabalho foi reduzida, e chegou-se a propor a jornada de oito horas;
- Os sindicatos foram legalizados;
- Instituiu-se a igualdade entre os sexos;
- Projetou-se a autogestão das fábricas (mas não foi possível implantá-la);
- O monopólio da lei pelos advogados, o juramento judicial e os honorários foram abolidos;
- Testamentos, adoções e a contratação de advogados se tornaram gratuitos;
- O casamento se tornou gratuito e simplificado;
- A pena de morte foi abolida;
- O cargo de juiz se tornou eletivo;
- O calendário revolucionário foi novamente adotado;
- O Estado e a Igreja foram separados; a Igreja deixou de ser subvencionada pelo Estado e os espólios sem herdeiros passaram a ser confiscados pelo Estado;
- A educação se tornou gratuita, secular, e compulsória. Escolas noturnas foram criadas e todas as escolas passaram a ser de sexo misto;
- Imagens de santos e outros apetrechos religiosos foram derretidos, e sociedades de discussão foram criadas nas Igrejas;
- A Igreja de Brea, erguida em memória de um dos homens envolvidos na repressão da Revolução de 1848 foi demolida. O confessionário de Luís XVI e a coluna Vendome também;
- A Bandeira Vermelha foi adotada como símbolo da Unidade Federal da Humanidade;
- O internacionalismo foi posto em prática: o fato de ser estrangeiro se tornou irrelevante. Os integrantes da Comuna incluíam belgas, italianos, poloneses, húngaros;
- Instituiu-se um escritório central de imprensa;
- Emitiu-se um apelo à Associação Internacional dos Trabalhadores;
- O serviço militar obrigatório e o exército regular foram abolidos;
- Todas as finanças foram reorganizadas, incluindo os correios, a assistência pública e os telégrafos;
- Havia um plano para a rotação de trabalhadores;
- Considerou-se instituir uma Escola Nacional de Serviço Público, da qual a atual ENA francesa é uma cópia;
- Os artistas passaram a autogestionar os teatros e editoras;
- O salário dos professores foi duplicado.
domingo, 5 de agosto de 2007
Marxismo-Leninismo
Leninismo é o nome dado à doutrina defendida pelo russo Vladimir Ilitch Ulianov, mais conhecido como Lenin, que procurou adaptar a teoria marxista do século XIX à nova realidade do século XX. Karl Marx defendia a revolução do operariado contra a burguesia, a tomada do poder e a construção de uma sociedade socialista. Mas Marx dizia que isto só seria possível em um país onde o capitalismo já estivesse em um estágio avançado e onde o operariado, trabalhadores da indústria, tivesse uma mentalidade revolucionária. Lenin adapta estas teorias para a realidade russa, um país atrasado, agrícola, com vestígios de um sistema feudal e sem nenhuma consciência revolucionária. Lenin diz que a revolução pode ser possível em países atrasados e agrícolas, através da união dos trabalhadores da cidade e do campo e através da teoria da vanguarda do partido comunista. Essa teoria consiste em o partido tomar frente do processo revolucionário e guiar o povo para a revolução. Nas condições da Rússia atrasada, no entanto, Lenin defendia a instalação apenas de um regime de tipo burguês, reformista e radical - aquilo que ele chamava de "ditadura democrática"
Por sua vez, a dialéctica materialista coloca em primeiro plano o encadeamento universal, as leis do movimento e o desenvolvimento do mundo objectivo, a forma como estas leis se reflectem na consciência do homem. Referimo-nos à conexão universal dos fenómenos e à relação causa e efeito. Às modificações quantitativas e qualitativas na natureza e na sociedade. À divisão em contrários como fonte principal do desenvolvimento. Ao desenvolvimento dialéctico do inferior para o superior. À dialéctica como método de conhecimento e transformação do mundo.
A dialéctica, disse Lenine, é a teoria marxista do conhecimento. Ela estuda a prática como fundamento e fim do conhecimento. O conhecimento como reflexo do mundo objectivo. A doutrina da verdade e a prática como critério da verdade. Os conceitos de necessidade e liberdade.(...)"
António Vilarigues (Público, 7/11/06)


















